Sentir o próprio coração bater forte, rápido ou “pulando uma batida” é uma experiência muito angustiante para a maioria dos pacientes. Essas palpitações são uma das queixas mais comuns no meu consultório. No entanto, é importante esclarecer que nem todo coração acelerado significa que você está desenvolvendo uma doença cardíaca grave.
Em muitos casos, as causas são benignas e relacionadas ao estilo de vida atual. O excesso de cafeína, o consumo de energéticos, noites mal dormidas, estresse intenso, ansiedade crônica e até mesmo a desidratação podem alterar temporariamente a parte elétrica do seu coração. Quando corrigimos esses fatores, as palpitações costumam desaparecer naturalmente.
O sinal de alerta acende quando as palpitações vêm acompanhadas de outros sintomas críticos. Se você sente o coração acelerar do nada e isso vem junto com falta de ar, tontura, sensação de desmaio, escurecimento da visão ou dor no peito, esse é o momento exato em que a avaliação médica deixa de ser eletiva e passa a ser emergencial.
Se você tem episódios frequentes de coração acelerado, agende uma consulta. Exames simples e indolores, como o Eletrocardiograma (ECG) e o Holter de 24 horas, nos ajudam a mapear os batimentos do seu coração durante o dia inteiro, garantindo um diagnóstico preciso para que você volte a viver com tranquilidade.